Acessibilidade digital e SEO: entendendo os primeiros passos

Otimizar seu site para oferecer uma boa acessibilidade digital é fundamental. Além de ser um dos fatores analisados pelo Google no Web Core Vitals, é a possibilidade de democratizar a informação e o acesso ao seu conteúdo. 

Isso porque, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45 milhões de pessoas no Brasil têm algum tipo de necessidade especial. Ou seja, 25% da população do nosso país. Porém segundo o levantamento realizado pelo Movimento Web para Todos e pela plataforma BigDataCorp, apenas 0,74% dos sites brasileiros são acessíveis.

Uma das formas de deixar um site acessível está relacionada a parâmetros de SEO, por isso, neste conteúdo vamos unir acessibilidade digital e SEO para te ajudar a entender melhor sobre o assunto e aplicar no seu site. 

Para trazer um conteúdo super atualizado e rico, vamos nos debruçar sobre um material produzido por Cooper Hollmaier, para MOZ – uma das maiores comunidades de SEO do mundo. 

O material produzido por Cooper se divide em duas partes, aqui no blog vamos reunir os principais pontos de cada uma delas. Se você quiser acessar o conteúdo completo ele está disponível a seguir. 

An Introduction to Accessibility and SEO [Series Part 1]

SEO and Accessibility: Content [Series Part 2] 

Agora, fique confortável, ajuste a luminosidade do seu dispositivo e boa leitura!

A relação entre SEO e acessibilidade

SEO é um pouco mais do que apenas um código na página e uma cópia criada para atender às intenções dos usuários. Se você é um profissional de SEO experiente ou está procurando as dicas mais recentes para o seu site, ou talvez esteja começando em uma função de SEO pela primeira vez, você já sabe que temos que produzir conteúdos e, de alguma forma, garantir que ele apareça nos mecanismos de busca.

Quando pensamos em SEO técnico, podemos focar em coisas como tag H1, meta description, ou title tag, para otimizar o ranqueamento de uma página. Caso isso ainda seja novidade para você, recomendamos nosso conteúdo sobre os primeiros passos para ranquear uma página no Google. Lá você vai encontrar um descritivo sobre cada um desses pontos. 

Continuando… 

Porém nada disso é suficiente se não pensarmos que o trabalho está focado no usuário. E para que o usuário seja impactado, precisamos “agradar” os bots do Google. Por isso, os esforços precisam girar em torno da ideia de garantir que o que estamos fazendo possa ser visto, digerido, consumido e, em seguida, essencialmente validado pelo nosso amigo o bot.

Afinal de contas, quem não é visto, não é ranqueado. 

Otimize para pessoas, não apenas para bots 

Mas você já parou para pensar que talvez haja um público maior por aí? Talvez seja mais do que apenas meus bots!  

Se você está pensando assim, está se movendo na direção certa. Você está mudando para uma abordagem mais inclusiva. Você está pensando em mais do que apenas um mecanismo de pesquisa, mas também nos usuários, as pessoas que estão consumindo esse conteúdo, se engajando com ele e talvez até mesmo se envolvendo com seu negócio.

Se você pensa apenas em otimizar para bots, você está pensando em algo como alguém sentado sob os holofotes em um palco. Você pode ver essa pessoa na frente e no centro, mas talvez não consiga ver o elenco ao redor porque ela está lá fora, na escuridão. O que queremos fazer é pensar sobre um grupo maior de pessoas.

Queremos tirar os holofotes e dar a todos uma chance de brilhar, a todos uma chance de consumir, se envolver e se encantar com o conteúdo que você está produzindo. 

Então, enquanto você está pensando em otimização de mecanismo de pesquisa, enquanto você está pensando em construir um novo produto, serviço, experiência, pense não apenas em como um robô de mecanismo de pesquisa pode ver isso. Sabemos que isso é importante como SEO.

Como as pessoas interagem com seu conteúdo?

Mas também pense se outras pessoas podem interagir, se envolver ou ser atraídas por esse conteúdo. Se a resposta for não, você tem alguns problemas. Mas estamos aqui para dar algumas dicas sobre como resolver esses problemas. Quando você está criando algum conteúdo, seja para uma landing page, ou um site, leve em consideração os seguintes pontos: percepção, operação, compreensão e robustez.  

O conteúdo deve ser perceptível, operável, compreensível e relevante

 

Olhe para o seu conteúdo e faça as seguintes perguntas:

  • Meu conteúdo é perceptível? 
  • Ele pode ser visto ou compreendido pelo meu usuário? 
  • É operável? Os usuários podem fazer algo com isso? 
  • Meu conteúdo é compreensível? Estou escrevendo no nível de leitura correto? 
  • Estou explicando isso de uma forma que possa ser consumida por um grande público e talvez não apenas por alguém com doutorado?
  • Esse conteúdo é relevante?
  • O que estou construindo está disponível em vários formatos, fontes, tamanhos, etc., de forma que, independentemente de quem seja meu usuário, eles possam entender o que eu dei a eles?

Estes são os quatro princípios de acessibilidade digital. Estas são as diretrizes que o Web Consortium – principal organização de padronização da World Wide Web, nos deu, e você pode aplicá-las sempre que estiver construindo algo novo, ou mesmo adaptando algo antigo.

Por exemplo, digamos que você tenha um restaurante com um menu bem variado, o esperado é que além da versão impressa, você disponibilize uma versão digital. Neste caso, você precisa prever uma versão impressa em braille e, para a digital, um leitor de tela, com algum tipo de tecnologia assistiva, para que o consumidor conheça e entenda o seu menu. 

Esse é apenas um exemplo de necessidade especial, existem várias outras.

Mas e agora? 

Agora você já sabe da importância de desenvolver um projeto estruturado em acessibilidade digital, da relação entre SEO e acessibilidade, e alguns fatores importantes de SEO para otimizar seu site. 

Se quiser receber mais informações sobre desenvolvimento de sites, SEO e experiência do usuário, assine nossa newsletter! Até a próxima. 

Mobister

Marketing para tecnologia.